A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) promoveu, em Ilhéus, um curso voltado à emergência fitossanitária relacionada à monilíase do cacaueiro e do cupuaçuzeiro. A iniciativa teve como objetivo capacitar técnicos, produtores rurais e profissionais da área agrícola sobre estratégias de prevenção, monitoramento e controle da doença, considerada uma das maiores ameaças à cacauicultura.
A monilíase, causada pelo fungo Moniliophthora roreri, afeta diretamente os frutos, provocando perdas significativas na produção e impactos econômicos relevantes para o setor. Diante do risco de disseminação da praga, o Governo da Bahia declarou estado de emergência fitossanitária, intensificando ações de vigilância e orientação técnica nas regiões produtoras.
Durante o curso, especialistas apresentaram informações atualizadas sobre identificação precoce dos sintomas, manejo adequado das áreas afetadas, descarte correto de frutos contaminados e medidas de biossegurança. A capacitação também reforçou a importância da atuação conjunta entre órgãos públicos, instituições de pesquisa e produtores para conter o avanço da doença.
Ilhéus, um dos principais polos da produção cacaueira do estado, foi escolhida estrategicamente para sediar a formação, considerando sua relevância histórica e econômica para o setor. A ação integra um conjunto de medidas preventivas adotadas para proteger a cadeia produtiva do cacau e do cupuaçu, fundamentais para a economia do sul da Bahia.
A ADAB destaca que a colaboração dos produtores é essencial para o sucesso das ações de defesa sanitária, recomendando a comunicação imediata de qualquer suspeita da doença aos órgãos competentes.
A mobilização reforça o compromisso do estado em preservar a produção agrícola e garantir a sustentabilidade da cacauicultura baiana diante dos desafios fitossanitários.
