Produtores de cacau continuam mobilizados em diversas regiões do país em protesto contra a política de importação e o deságio aplicado ao produto nacional. As manifestações são organizadas pela Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), que tem liderado o movimento em defesa do setor.
Na última quinta-feira (5), a mobilização ganhou força no sul da Bahia com o bloqueio parcial da BR-101, no município de Aurelino Leal. A ação provocou congestionamentos e lentidão no tráfego, chamando a atenção de motoristas e autoridades para as reivindicações dos produtores.
Já na manhã desta sexta-feira (6), o movimento também se expandiu para o município de Medicilândia, no Pará — um dos principais polos cacaueiros do país. A manifestação reuniu cerca de 1.500 pessoas, entre produtores rurais, representantes de cooperativas e lideranças políticas locais, que demonstraram apoio às demandas do setor e alertaram para os impactos econômicos e sociais da crise enfrentada pelos cacauicultores.
Na Bahia, produtores organizaram ainda uma carreata que teve início em Aurelino Leal e percorreu os municípios de Ubatã, Barra do Rocha, Ipiaú e Jitaúna, com destino final em Jequié. O ato busca ampliar a visibilidade das reivindicações e pressionar o poder público por medidas que atendam às necessidades da categoria. A manifestação deve ser encerrada com uma concentração na Praça da Bandeira, no centro de Jequié.
De acordo com os produtores, a continuidade das importações, somada ao deságio na comercialização do cacau brasileiro, tem pressionado os preços e colocado em risco a sustentabilidade da atividade — considerada essencial para a economia de diversas regiões produtoras do país.







