Últimas Notícias

AO VIVO
Mostrando postagens com marcador Agricultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agricultura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de março de 2026

Indústrias reage as alterações de novas regras ao regime de drawback

  • Uma medida provisória publicada pelo Governo Federal na última quinta-feira (12) gerou preocupação entre representantes da indústria do cacau no Brasil. A alteração nas regras do regime de drawback , instrumento utilizado para estimular exportações, pode impactar diretamente a competitividade do setor, segundo avaliação da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).

    De acordo com a entidade, a decisão foi tomada sem diálogo prévio com a indústria e parte de um diagnóstico considerado equivocado sobre o funcionamento do mercado de cacau. Para a associação, a medida não resolve o problema atual do preço do produto, que é definido principalmente pela dinâmica global de oferta e demanda.

    Importações são parte essencial da cadeia

    O Brasil ainda não é autossuficiente na produção de cacau. Para manter o funcionamento das plantas industriais e cumprir contratos internacionais, as empresas precisam complementar a oferta nacional com a importação de amêndoas.

    Segundo a AIPC, essas importações não competem com o cacau brasileiro. Pelo contrário: elas permitem que o país processe e exporte derivados como manteiga, pó e líquor de cacau, produtos com maior valor agregado.

    Dados do próprio governo indicam que cerca de 22% das amêndoas processadas no Brasil são importadas. Desse total, 99% das operações estão vinculadas ao regime de drawback, mecanismo que permite importar insumos sem incidência de impostos quando eles são utilizados na produção de bens destinados à exportação.

    Redução do prazo preocupa setor

    A principal mudança da medida provisória é a redução do prazo do regime de drawback, que passa de até dois anos para apenas seis meses. Para a indústria, essa alteração cria um desalinhamento entre a regra fiscal e o ciclo real do comércio internacional de derivados de cacau.

    Estudos do setor mostram que 92% dos contratos de exportação possuem prazo superior a 180 dias, considerando etapas como negociação internacional, importação da matéria-prima, processamento industrial e entrega do produto final.

    Na prática, a nova regra pode inviabilizar parte significativa das operações de exportação realizadas atualmente pela indústria brasileira.

    Possíveis impactos econômicos

    Caso as exportações diminuam, o efeito pode atingir toda a cadeia produtiva do cacau. A indústria alerta que a redução no volume exportado tende a provocar:

    Menor processamento de cacau no país
    Aumento da ociosidade nas fábricas
    Redução da demanda por amêndoas nacionais
    Perda de empregos no setor

    Hoje, a indústria brasileira possui capacidade instalada para processar cerca de 275 mil toneladas por ano, mas processa aproximadamente 195 mil toneladas, operando com cerca de 30% de ociosidade.

    Projeções do setor indicam que, em um período de cinco anos, a mudança pode resultar em perdas de até R$ 3,5 bilhões em exportações de derivados de cacau.

    Preocupação institucional

    Outro ponto destacado pela indústria é o precedente criado pela medida. O regime de drawback existe há mais de seis décadas e é utilizado por diversos setores da economia como forma de garantir competitividade internacional e neutralidade tributária.

    Segundo a AIPC, modificar o mecanismo de forma direcionada a um único produto pode gerar insegurança para investimentos industriais e afetar a previsibilidade das regras de comércio exterior.

    Caminhos para fortalecer o setor

    Para a entidade, o fortalecimento da cadeia do cacau depende de políticas estruturais capazes de ampliar a produção nacional, aumentar a produtividade e fortalecer a indústria processadora, responsável por gerar valor agregado, empregos e exportações.

    A associação afirma que permanece aberta ao diálogo com o governo e o Congresso Nacional para buscar soluções que preservem a competitividade da indústria e o equilíbrio de toda a cadeia produtiva do cacau no Brasil.

    Nova medida provisória reduz prazo do benefício fiscal e gera preocupação sobre exportações e competitividade da indústria brasileira.

    sábado, 28 de fevereiro de 2026

    Bahia segue entre os dez maiores produtores brasileiros de grãos em 2026

  • No Dia do Agronegócio, celebrado na quarta-feira (25), a Bahia segue como um dos principais produtores agrícolas do Brasil, confirmando a sétima posição da produção nacional de grãos, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente ao mês de janeiro, divulgado pelo IBGE. A maior variação foi apresentada pelo feijão (1ª safra), com 116,9 mil toneladas produzidas no estado, um aumento de 35,3% em comparação ao mesmo período do ano passado.

    De acordo com o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Pablo Barrozo, os números demonstram o trabalho realizado no campo baiano ao longo dos anos, impulsionado por políticas públicas do Governo do Estado como o Plano ABC+ Bahia, infraestrutura e defesa sanitária, dentre outras ações. “Seguimos firmes no estímulo à adoção de novas tecnologias, no enfrentamento aos efeitos do clima, no controle sanitário e no apoio ao pequeno e médio produtor, para que a Bahia demonstre ainda mais a sua força agrícola nos cenários nacional e internacional”, afirma.

    O milho tem previsão de crescimento de 8,1% na 1ª safra, chegando a 2,088 milhões de toneladas – 156 mil a mais em comparação a 2025. O cacau também entra em destaque, com aumento de 6.297 toneladas ou 5,3%. A Bahia deve seguir ainda como o 2º maior produtor de algodão do Brasil, sendo responsável por 16,8% da produção nacional.

    O levantamento também confirma que, considerando todos os produtos agrícolas investigados na Bahia no mês de janeiro, 15 das 26 safras devem ser maiores em 2026 do que em 2025. Além do feijão, do milho e do cacau, a lista engloba café arábica, uva, mamona, laranja, batata inglesa (três safras), tomate, trigo, fumo, castanha de caju e amendoim.

    Frutas despontam nas exportações

    O setor de frutas e preparações foi um dos destaques nas exportações baianas neste mês de janeiro, com vendas de US$ 11,9 milhões, 35% acima do mesmo mês de 2025. A análise dos dados, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indica que o desempenho foi beneficiado pelo aumento dos embarques em 27,3%, gerado pela sazonalidade e consequente aumento dos preços, além da normalização tarifária aos EUA.

    Estado ocupa a 7ª posição no ranking nacional e registra crescimento na produção de feijão, milho e cacau.

    terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

    Ministério da Agricultura suspende importação de cacau da Costa do Marfim

  • O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou a suspensão imediata e temporária da importação de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio do Despacho Decisório nº 456, datado de 23 de fevereiro de 2026.


    Segundo o órgão, a medida foi tomada com base em motivações técnicas relacionadas a risco fitossanitário, diante do elevado fluxo de grãos oriundos de países vizinhos que chegam ao território marfinense, o que pode causar mistura de amêndoas e gerar incertezas sanitárias nas cargas destinadas ao Brasil.


    Justificativa da suspensão

    O governo brasileiro avaliou que a situação pode representar uma ameaça à sanidade da produção nacional de cacau, uma vez que a entrada de produtos com origem ou mistura de origem desconhecida pode facilitar o ingresso de pragas e doenças. Por isso, a suspensão valerá até que as autoridades da Costa do Marfim apresentem manifestação formal com garantias de que os embarques destinados ao Brasil não apresentam riscos sanitários, nem contêm amêndoas de países não autorizados.


    Ações adicionais

    O despacho também determinou que a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa adotem providências para apurar possíveis casos de triangulação comercial, situação na qual produtos de terceiros países entram no processo de exportação pelo território marfinense sem controle sanitário adequado.


    Reações e contexto

    A decisão atende a demandas de entidades representativas do setor produtivo, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende a suspensão como forma de proteger a produção nacional de riscos fitossanitários e dar maior segurança aos produtores rurais.


    A Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, abastece grande parte do comércio internacional da commodity. Contudo, a preocupação com a possibilidade de entrada de pragas ou doenças por meio das importações levou o governo brasileiro a adotar a medida.

    Medida atende reivindicações do setor produtivo e tem base em risco fitossanitário para a produção nacional.

    sábado, 21 de fevereiro de 2026

    ADAB realiza curso sobre emergência fitossanitária da monilíase em Ilhéus


  •  A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) promoveu, em Ilhéus, um curso voltado à emergência fitossanitária relacionada à monilíase do cacaueiro e do cupuaçuzeiro. A iniciativa teve como objetivo capacitar técnicos, produtores rurais e profissionais da área agrícola sobre estratégias de prevenção, monitoramento e controle da doença, considerada uma das maiores ameaças à cacauicultura.


    A monilíase, causada pelo fungo Moniliophthora roreri, afeta diretamente os frutos, provocando perdas significativas na produção e impactos econômicos relevantes para o setor. Diante do risco de disseminação da praga, o Governo da Bahia declarou estado de emergência fitossanitária, intensificando ações de vigilância e orientação técnica nas regiões produtoras.


    Durante o curso, especialistas apresentaram informações atualizadas sobre identificação precoce dos sintomas, manejo adequado das áreas afetadas, descarte correto de frutos contaminados e medidas de biossegurança. A capacitação também reforçou a importância da atuação conjunta entre órgãos públicos, instituições de pesquisa e produtores para conter o avanço da doença.


    Ilhéus, um dos principais polos da produção cacaueira do estado, foi escolhida estrategicamente para sediar a formação, considerando sua relevância histórica e econômica para o setor. A ação integra um conjunto de medidas preventivas adotadas para proteger a cadeia produtiva do cacau e do cupuaçu, fundamentais para a economia do sul da Bahia.


    A ADAB destaca que a colaboração dos produtores é essencial para o sucesso das ações de defesa sanitária, recomendando a comunicação imediata de qualquer suspeita da doença aos órgãos competentes.


    A mobilização reforça o compromisso do estado em preservar a produção agrícola e garantir a sustentabilidade da cacauicultura baiana diante dos desafios fitossanitários.

    Capacitação reúne técnicos e produtores para reforçar medidas de prevenção e enfrentamento à doença que ameaça cacaueiros e cupuaçuzeiros na Bahia.

    quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

    Cacau amplia perdas, estoques sobem e mercado testa suportes técnicos em meio à crise de demanda


  • O mercado internacional de cacau mantém sua trajetória de queda e já opera nos níveis mais baixos desde 2023, refletindo um ambiente marcado por demanda global enfraquecida, substituição parcial da matéria-prima por outros ingredientes e recomposição de estoques nos principais países produtores. O movimento evidencia uma mudança importante na dinâmica do setor, que há poucos meses convivia com déficits severos de oferta e preços historicamente elevados.

    Em Gana e na Costa do Marfim, armazéns continuam acumulando grãos não vendidos, mesmo após o governo ganês ter promovido ajustes nos pagamentos aos agricultores na tentativa de estimular a fluidez da comercialização. O volume retido sinaliza dificuldade de escoamento em um momento em que a indústria global opera de forma mais cautelosa, priorizando o uso de estoques previamente adquiridos e ajustando formulações para preservar margens.

    Nos Estados Unidos, os estoques certificados monitorados pela Intercontinental Exchange (ICE) avançaram 28.655 sacas, totalizando 2.065.040 sacas, o maior nível em cerca de 4,25 meses. O aumento reforça a percepção de que há mais cacau disponível para entrega imediata do que efetivamente sendo absorvido pelo mercado, ampliando o risco de pressão adicional sobre as cotações internacionais.

    O cenário fundamental também é influenciado por condições climáticas favoráveis na África Ocidental, que fortalecem as perspectivas de produção para os próximos meses. Paralelamente, a América do Sul contribui com expectativa de aumento de oferta, ampliando a sensação de abundância em um contexto de consumo retraído.

    Diante desse ambiente desafiador, a Costa do Marfim avalia reduzir o preço pago aos produtores, buscando alinhamento com os valores praticados em Gana como estratégia para conter o contrabando entre fronteiras. A medida, se confirmada, poderá gerar novos desdobramentos sociais e econômicos na principal origem mundial da matéria-prima do chocolate.

    No campo técnico, o contrato maio encerrou o último pregão a US$ 3.314, com queda de US$ 152, após oscilar entre a mínima de US$ 3.189 e a máxima de US$ 3.461. O volume foi expressivo, com 30.822 negócios e total de 68.631 contratos negociados. O interesse em aberto aumentou 5.369 posições, alcançando 160.011 contratos, indicando manutenção do fluxo vendedor no mercado.

    O Índice de Força Relativa (RSI) recuou para a região de 20%, zona considerada tecnicamente sobrevendida, o que pode abrir espaço para correções pontuais no curto prazo. As resistências do contrato de maio estão na faixa entre US$ 3.500 e US$ 3.650, enquanto o suporte relevante encontra-se próximo de US$ 3.000 por tonelada.

    Nesta sexta-feira ocorre o último dia para saída do contrato de março antes do período de liquidação física, fator que pode adicionar volatilidade adicional às negociações. No mercado cambial, o contrato futuro do dólar com vencimento em 27 de fevereiro de 2026 permanece estável na faixa de R$ 5,25, variável importante para a formação de preços no mercado interno brasileiro.

    O conjunto de fundamentos, estoques crescentes, oferta favorecida pelo clima e demanda fragilizada, mantém o viés baixista predominante. Ainda que indicadores técnicos sinalizem possível respiro de curto prazo, o equilíbrio estrutural do mercado dependerá da retomada consistente do consumo global e da absorção gradual do excedente atualmente acumulado.

    Mercado de cacau em alerta com contrato de março entrando em fase decisiva e pressão sobre preços globais.


    quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

    Produtores de cacau realizam novo protesto e bloqueiam BR-101 em Itamarati


  • Produtores de cacau bloqueiam trecho da BR-101, em Itamarati (BA), durante manifestação contra a desvalorização do produto e políticas do setor.
    Produtores de cacau bloqueiam trecho da BR-101, em Itamarati (BA), durante manifestação contra a desvalorização do produto e políticas do setor  — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Produtores de cacau voltaram a interditar um trecho da BR-101, no distrito de Itamarati, no município de Ibirapitanga (BA), na manhã desta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026). Segundo informações de veículos jornalísticos, este foi o quarto protesto da categoria em menos de um mês.


    A mobilização teve início por volta das 8h, quando os manifestantes bloquearam a rodovia nos dois sentidos, causando longas filas de veículos e transtornos ao tráfego de motoristas e transportadores na importante via federal que liga o Sul da Bahia a outros estados.


    Equipes da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) acompanharam o ato desde o início, e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para monitorar a situação e iniciar negociações com os produtores. Segundo relatos, o protesto foi finalizado no início da tarde, por volta das 14h20, quando o tráfego foi liberado após diálogo entre manifestantes e autoridades.


    Os cacauicultores reivindicam medidas que corrijam a desvalorização do produto no mercado nacional, apontando como fatores determinantes a importação crescente de cacau africano e o deságio aplicado por empresas multinacionais, que, segundo a categoria, impactam negativamente a renda dos produtores brasileiros. A pauta de reivindicações já teria sido apresentada a representantes dos governos estadual e federal, que estariam analisando propostas enviadas pela Bahia e por outros polos produtores, como o Pará.


    Cacauicultores exibem cartazes contra a importação do produto e pedem valorização do cacau nacional durante manifestação no Sul da Bahia.
    Cacauicultores exibem cartazes contra a importação do produto e pedem valorização do cacau nacional durante manifestação no Sul da Bahia  — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    A região tem registrado conflitos frequentes relacionados ao setor de produção agrícola, com movimentos de produtores por melhorias na cadeia produtiva e defesa de preços justos para o cacau, um dos principais produtos agrícolas da Bahia.


    Manifestação ocorreu na manhã desta quarta-feira (18) e causou congestionamento nos dois sentidos da rodovia; produtores cobram medidas contra a desvalorização do cacau e maior apoio dos governos estadual e federal.

    sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

    Produtores de cacau intensificam protestos contra importações e deságio do produto nacional


  • Multidão de produtores rurais participa de manifestação em defesa do cacau, reunindo centenas de pessoas em um protesto marcado por faixas e reivindicações contra a política de importação e o deságio do produto nacional.
    Multidão de produtores rurais participa de manifestação em defesa do cacau, reunindo centenas de pessoas em um protesto marcado por faixas e reivindicações contra a política de importação e o deságio do produto nacional.
    Produtores de cacau continuam mobilizados em diversas regiões do país em protesto contra a política de importação e o deságio aplicado ao produto nacional. As manifestações são organizadas pela Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), que tem liderado o movimento em defesa do setor.

    Na última quinta-feira (5), a mobilização ganhou força no sul da Bahia com o bloqueio parcial da BR-101, no município de Aurelino Leal. A ação provocou congestionamentos e lentidão no tráfego, chamando a atenção de motoristas e autoridades para as reivindicações dos produtores.

    Já na manhã desta sexta-feira (6), o movimento também se expandiu para o município de Medicilândia, no Pará — um dos principais polos cacaueiros do país. A manifestação reuniu cerca de 1.500 pessoas, entre produtores rurais, representantes de cooperativas e lideranças políticas locais, que demonstraram apoio às demandas do setor e alertaram para os impactos econômicos e sociais da crise enfrentada pelos cacauicultores. 

    A manifestação reuniu cerca de 1.500 pessoas.


    Na Bahia, produtores organizaram ainda uma carreata que teve início em Aurelino Leal e percorreu os municípios de Ubatã, Barra do Rocha, Ipiaú e Jitaúna, com destino final em Jequié. O ato busca ampliar a visibilidade das reivindicações e pressionar o poder público por medidas que atendam às necessidades da categoria. A manifestação deve ser encerrada com uma concentração na Praça da Bandeira, no centro de Jequié.

    De acordo com os produtores, a continuidade das importações, somada ao deságio na comercialização do cacau brasileiro, tem pressionado os preços e colocado em risco a sustentabilidade da atividade — considerada essencial para a economia de diversas regiões produtoras do país.

    Manifestações ocorreram na Bahia e no Pará, com bloqueios de rodovias e carreatas para pressionar o poder público por medidas que protejam o setor.

    sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

    AGRICULTURA: Preços do cacau Sobe Pelo Terceiro Dia Consecutivo

  • Cotação do cacau
    O contrato de cacau para março registrou ontem um movimento de alta pelo terceiro dia consecutivo, encerrando o pregão a US$ 11.675 por tonelada, após oscilar entre a mínima de US$ 11.409 e a máxima de US$ 11.777. O mercado negociou 8.651 contratos, com um volume total de 23.616 contratos e um interesse em aberto de 124.346 contratos.

    Estoques em Níveis Históricos Baixos


    Os estoques monitorados pelo ICE (Intercontinental Exchange) nos portos dos EUA atingiram os menores níveis dos últimos 21 anos, com apenas 1.281.103 sacas disponíveis. Esse declínio histórico reflete o aperto na oferta global, intensificando a pressão nos preços, que já estão em alta devido a preocupações climáticas na África Ocidental, principal região produtora de cacau.

    Clima Desafiador no Oeste da África


    A Maxar Technologies, empresa de meteorologia, destacou que os ventos sazonais do Harmattan deste ano são os mais secos em seis anos. Esse fenômeno climático, caracterizado por ventos secos e poeirentos, tem impactado negativamente as plantações de cacau na Costa do Marfim e em Gana. Relatos de agricultores locais indicam que os cacaueiros estão começando a sofrer os efeitos desse clima adverso, com folhas amarelando e vagens murchando, comprometendo o desenvolvimento das safras.

    Preocupações para o Futuro


    Os desafios climáticos e a redução significativa dos estoques reforçam um cenário de incertezas para o mercado de cacau. Especialistas apontam que, se as condições climáticas não melhorarem, a produção pode ser ainda mais impactada, sustentando os preços em níveis elevados no curto e médio prazo.

    Com as próximas colheitas sendo diretamente influenciadas pelo clima e pela recuperação dos estoques globais, o mercado continuará acompanhando de perto o comportamento dos ventos sazonais e as previsões meteorológicas para os próximos meses.

    Os desafios climáticos e a redução significativa dos estoques reforçam um cenário de incertezas para o mercado de cacau.

    segunda-feira, 25 de novembro de 2024

    Malásia Registra Sucesso na Exportação de Cacau com Receita de RM8,87 Bilhões em 2024

  • Lançamento de Chocolate Local como Exemplo de Qualidade. Cotação do cacau
    A indústria de cacau da Malásia alcançou um marco significativo em 2024, registrando uma receita total de exportação de RM8,87 bilhões em agosto, representando 98% da meta anual de RM9 bilhões. A informação foi divulgada pelo vice-ministro de Plantações e Commodities, Datuk Chan Foong Hin.

    Segundo Chan, o desempenho notável da indústria é atribuído, em grande parte, às contribuições de produtos semielaborados, como manteiga de cacau, cacau em pó e produtos derivados de chocolate. Ele destacou a relevância contínua do cacau como um catalisador do crescimento econômico do país, reforçando sua contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

    Impulsionando a Produção Local

    Chan revelou que a crescente demanda global por grãos de cacau, somada ao aumento significativo nos preços — atualmente entre RM18 e RM23 por quilograma —, tem atraído o interesse de produtores e plantações locais. Em resposta, o governo, por meio do Conselho de Cacau da Malásia (LKM), está implementando programas de revitalização para fomentar a produção local. Esses esforços incluem a modernização da gestão de fazendas e o desenvolvimento de novas áreas de plantio.

    Lançamento de Chocolate Local como Exemplo de Qualidade

    O anúncio ocorreu durante o lançamento do “Single Estate Kota Marudu Chocolate” pela Benns Ethica Chocolate Factory Sdn Bhd. A empresa, reconhecida por seus produtos de alta qualidade, é um exemplo dos esforços do país em promover grãos de cacau premium e sustentáveis.

    Chan elogiou a iniciativa, que reflete o compromisso conjunto entre o LKM e os produtores locais em estabelecer uma cadeia de fornecimento direta, conectando produtores de grãos de cacau e fabricantes. “Essa abordagem fortalece o posicionamento da Malásia como um player global na produção de cacau e chocolate premium”, destacou.

    Expansão e Incentivo à Indústria

    Encerrando o evento, o vice-ministro enfatizou a importância de continuar investindo no desenvolvimento do setor, com foco na colaboração entre o governo e empresas privadas, como a Benns, que permanecem dedicadas a apoiar os produtores locais. “Esse esforço é crucial para garantir o futuro sustentável da nossa indústria nacional de cacau”, concluiu.

    terça-feira, 15 de outubro de 2024

    Preço do cacau abre o dia em alta em Nova York

  • A alta dos contratos de primeira posição. Cotação do cacau
    Após os preços cederem na véspera, os contratos de cacau para dezembro sobem 0,97% na abertura do pregão de Nova York, nesta terça-feira (15/10). As cotações estão em US$ 7.689 a tonelada.

    A alta dos contratos de primeira posição, que são os mais negociados no momento, mostram a oscilação e os ajustes técnicos do mercado em relação à oferta de cacau e o retorno, ainda que mais lento, da demanda da indústria de chocolate.

    terça-feira, 26 de março de 2024

    Dia do Cacau: Bahia investe no desenvolvimento sustentável do cacau, da amêndoa ao chocolate

  • Diante desse cenário, a Bahia se destaca não apenas como líder na produção de cacau, mas também como um exemplo de desenvolvimento sustentável Agricultura
    Nesta terça-feira, 26 de março, é celebrado o Dia do Cacau. Para a Bahia, essa data assume uma importância ainda maior este ano, pois coincide com a Semana Santa, um período marcado por simbolismos de renovação e ressurreição, nessa ligação simbólica entre o cacau e a Páscoa. Para além da tradição, ações práticas vêm sendo realizadas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) para consolidar o desenvolvimento sustentável da cacauicultura na Bahia.

    Nesse contexto, o Projeto de Desenvolvimento Sustentável da Mata Atlântica da Bahia – Projeto Parceiros da Mata, que inicia sua execução em 2024, surge como uma iniciativa estratégica para promover uma transformação produtiva sustentável. Com um investimento de R$ 750 milhões, o projeto tem como objetivo beneficiar 100 mil famílias, em 77 municípios situados na Zona da Mata, incluindo territórios como Baixo Sul, Litoral Sul, Vale do Jiquiriçá e Médio Rio das Contas.

    O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destaca que 80% dos estabelecimentos que plantam cacau na Bahia são da agricultura familiar. “A gente vem intensificando investimentos e estamos construindo, junto com a Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), uma parceria para levar outros investimentos para a região do cacau, de forma mais estruturada agora, em especial com o novo projeto que é o Parceiros da Mata, que vai atuar em quatro territórios de identidade, que tem o cacau como protagonista, onde concentra 98% da produção de cacau na Bahia”.

    O projeto visa promover a recuperação e preservação ambiental do Bioma Mata Atlântica, implantar e fortalecer sistemas produtivos mais resilientes e rentáveis, garantir a segurança alimentar das famílias vulneráveis e fortalecer o acesso ao mercado de produtos da agricultura familiar.

    Diante desse cenário, a Bahia se destaca não apenas como líder na produção de cacau, mas também como um exemplo de desenvolvimento sustentável e valorização das tradições locais. Com investimentos estratégicos e projetos inovadores, a região cacaueira se prepara para continuar avançando no crescimento social, ambiental e econômico, preservando suas raízes e promovendo melhorias para as comunidades rurais.

    Novas ações em vista
    Segundo Jeandro, a CAR está criando o projeto Cacau e Chocolate da Bahia, que envolve todo o segmento do cacau nessa proposta. “Vamos trazer os projetos de captação internacional para dentro dessa iniciativa, em que o Parceiros da Mata vai financiar intervenções ligadas ao cacau e chocolate, assim como o Bahia Que Produz Alimenta, além dos recursos do Estado, em parceria com os consórcios. Nosso foco é investir no aumento da qualidade da amêndoa do cacau, fornecendo mais tecnologias para pós-colheita, secagem e fermentação, além de garantir assistência técnica aos agricultores familiares”.

    O diretor-presidente da CAR também destaca o empenho para facilitar o acesso ao crédito, com linhas específicas para o cacau cabruca. “Nosso objetivo é trabalhar com 20 mil agricultores familiares, aumentando sua produtividade média para 50 arrobas por hectare e promovendo um cacau de qualidade reconhecida internacionalmente, como demonstrado em premiações recentes”.

    Do cacau ao chocolate
    A CAR, por meio de investimentos para melhorias no cultivo, manejo da produção e acesso ao mercado, além de apoio para a agroindustrialização da produção e assistência técnica, abriu oportunidades no mercado, que hoje reconhece a qualidade dos produtos baianos, como os chocolates das marcas Bahia Cacau, da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências, Natucoa, da Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba) e Terra Vista, da Cooperativa Agrícola de Pau Brasil.

    Na Coopessba, por exemplo, a assistência técnica e os investimentos em equipamentos têm impulsionado a produção de chocolates veganos, enquanto na Bahia Cacau, os investimentos em equipamentos e assistência técnica têm contribuído para um aumento significativo na produção. Já a Cooperativa Agrícola de Pau Brasil, situada em Arataca, recebeu investimentos da CAR para a produção do chocolate Terra Vista, um produto orgânico produzido por jovens do Assentamento Terra Vista.

    sexta-feira, 22 de março de 2024

    Agricultura: Preço do cacau sobe 137% em 06 meses e chega a US$ 8,5 mil por tonelada

  • A última sequência de três anos com déficit da lavoura cacaueira em relação à demanda da indústria processadora de chocolate ocorreu em 1969, informa a AGFeed.
    No mercado futuro de Nova York, a tonelada da amêndoa de cacau fechou o dia a US$ 8,553, equivalente a R$ 42.559 na cotação desta quinta-feira (21). Novo recorde da série histórica de quase cinco décadas, o preço é 137% maior que os US$ 3.596 de 21 de setembro de 2023, há exatos seis meses. A matéria-prima do chocolate chegou a ser vendida a US$ 8.643.

    OFERTA E DEMANDA
    Parte da explicação da alta acelerada é o choque de oferta provocado pela queda brusca na produção de países africanos, a exemplo da Costa do Marfim, responsável por abastecer 60% do mercado mundial. Na safra 2022/2023, o país colheu 2,88 milhões de toneladas, um recuo de 36% em comparação com a anterior.

    As ultimas três safras globais foram menores do que a demanda global. A última sequência de três anos com déficit da lavoura cacaueira em relação à demanda da indústria processadora de chocolate ocorreu em 1969, informa a AGFeed. A oferta em queda livre estimula uma verdadeira corrida pelo cacau mundo a fora, o que retroalimenta a pressão nos preços.

    ELE AVISOU
    Dos maiores especialistas do segmento e editor do site Mercado do Cacau, o analista Adilson Reis disse que a tendência de alta da commodity é duradoura. Falou isso em 5 de fevereiro passado, quando a tonelada do cacau chegava a US$ 5.121, quebrando recorde de 47 anos. Se o ritmo atual de valorização se mantiver, o céu é o limite.

    sexta-feira, 15 de março de 2024

    Agricultura: Preço do cacau dispara e cresce mais de 15% em relação a fevereiro. veja a cotação em Ilhéus

  • Alta dos preços do cacau atinge novo recorde na Bolsa de Nova York.
    Os preços do cacau bateram novo recorde na bolsa de Nova York. O preço da tonelada de cacau subiu mais de 15% em relação a fevereiro e atingiu US$ 8048,00 nesta terça (13) superando assim o recorde alcançado no final de fevereiro, quando a commodity foi cotada a US$ 6.884 a tonelada. A arroba de cacau em ilhéus foi cotada em R$ 490,00.

    Os motivos para a alta do cacau permanecem os mesmos: os problemas de produção na Costa do Marfim, o maior produtor mundial, e em Gana, segundo principal fornecedor.

    E o clima nessas regiões favorece o pessimismo com a oferta para 2023/24, que enfrentará o terceiro déficit consecutivo.

    Segundo Leonardo Rossetti, analista de inteligência de mercado da StoneX, não há no curto prazo chances de queda muito forte nos preços do cacau na bolsa. Segundo ele, correções pontuais devem acontecer nas próximas semanas, mas sem chances de reverter a forte tendência de alta.

    “As chuvas ficaram abaixo da média em áreas produtoras da Costa do Marfim e de Gana em fevereiro, e os mapas indicam que as precipitações serão insuficientes também neste mês”, destaca.

    Soma-se a esse cenário, as perspectivas ruins com a produção da safra intermediária, que será colhida a partir de abril. Autoridades da Costa do Marfim esperam que a produção intermediária fique pelo menos 20% inferior a do ano passado. Com informações do Valor Econômico e da Bolsa de Nova York.

    sábado, 10 de fevereiro de 2024

    Produtor de Ilhéus Conquista Medalha de Ouro no Prestigiado Cacao of Excellence 2023

  • Luciano Ramos de Lima, ao ganhar o Cacao of Excellence, não apenas eleva seu próprio perfil como produtor de cacau.
    O produtor Luciano Ramos de Lima, de Ilhéus, levou para a Bahia uma das honras mais cobiçadas no mundo do chocolate, a medalha de ouro no Cacao of Excellence 2023. A premiação, realizada em Amsterdã, na Holanda, destacou a qualidade excepcional do cacau produzido na Fazenda São Sebastião, consolidando a região como um polo de excelência na produção do fruto.

    Luciano, competindo com renomados produtores de diversos países, inclusive com os paraenses Miriam Federicci Vieira, que também garantiu medalha de ouro, e Robson Brogni, agraciado com a prata, reafirmou a supremacia do cacau baiano no cenário global. A amêndoa da variedade BN 34, cultivada por Luciano, não é estranha aos pódios, tendo sido reconhecida nacional e internacionalmente por sua qualidade superior.

    Este não é o primeiro reconhecimento do cacau da Bahia no Cacao of Excellence, com amêndoas baianas alcançando o topo do ranking em 2010, 2011 e 2021. O Governo da Bahia tem desempenhado um papel crucial na recuperação e impulso da lavoura cacaueira, implementando projetos como o Parceiros da Mata, que visa não apenas a recuperação ambiental mas também o fortalecimento dos sistemas produtivos do cacau cabruca.

    O Secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum, enfatizou a importância de iniciativas que oferecem assistência técnica, crédito e formação aos produtores, aumentando a qualidade e a produtividade do cacau. Com o apoio do governo, o mercado de chocolates finos e derivados do cacau tem visto um crescimento exponencial, com mais de 200 marcas de origem Bahia emergindo, promovendo renda, emprego e desenvolvimento sustentável.
    Luciano Ramos de Lima, ao ganhar o Cacao of Excellence, não apenas eleva seu próprio perfil como produtor de cacau.
    Luciano Ramos de Lima, ao ganhar o Cacao of Excellence, não apenas eleva seu próprio perfil como produtor de cacau de elite mas também reitera a posição da Bahia como sinônimo de cacau no Brasil e no mundo. Este prêmio é um testemunho do compromisso com a qualidade que define a produção de cacau em Ilhéus e em toda a Bahia, um compromisso que continua a render frutos no palco mundial.

    sábado, 18 de novembro de 2017

    AGRICULTURA: Cacau tem menor safra temporã dos últimos 55 anos

  • Com um total de 614.633 sacas, ou 36.878 toneladas, a safra temporã de cacau da Bahia foi a menor em 55 anos. Os números foram divulgados pelo analista de mercado Thomas Hartmann, especialista na referida commodity. Ele aponta que o estado não amargava uma produção tão baixa desde a desastrosa safra de 1962/63.

    O desempenho negativo fez a Bahia perder, pelo segundo ano consecutivo, a liderança na produção de cacau em grão do país.

    Em 2016, pela primeira vez na história, o Pará se consolidou como maior produtor brasileiro e, desde então, ocupa o topo do ranking. Na Bahia, o temporão ocorre entre os meses de maio e setembro. Este ano, porém, a colheita começou atrasada e o volume foi bem inferior ao que era esperado.


    Ferrari Modena

    Desempenho negativo fez a Bahia perder a liderança na produção de cacau.


    Com um total de 614.633 sacas, ou 36.878 toneladas, a safra temporã de cacau da Bahia foi a menor em 55 anos. Os números foram divulgados pelo analista de mercado Thomas Hartmann, especialista na referida commodity. Ele aponta que o estado não amargava uma produção tão baixa desde a desastrosa safra de 1962/63.

    O desempenho negativo fez a Bahia perder, pelo segundo ano consecutivo, a liderança na produção de cacau em grão do país.

    Em 2016, pela primeira vez na história, o Pará se consolidou como maior produtor brasileiro e, desde então, ocupa o topo do ranking. Na Bahia, o temporão ocorre entre os meses de maio e setembro. Este ano, porém, a colheita começou atrasada e o volume foi bem inferior ao que era esperado.

    Um dos motivos para esta queda foi a seca enfrentada pela região em 2016. Considerada a pior dos últimos 30 anos, a estiagem prolongada deixou graves sequelas nas lavouras. Cerca de 25% dos cacaueiros morreram. E as plantas que sobreviveram precisam de um tempo para retomar seu estado fisiológico ideal, até que voltem a produzir normalmente.

    Essa recuperação depende das condições climáticas e, felizmente, as chuvas têm caído em abundância, recompondo os lençóis freáticos de toda a região sul da Bahia. Se o clima permanecer estável, é provável que no próximo ano tudo esteja normalizado.

    terça-feira, 7 de novembro de 2017

    Prefeitura de Ibirataia vai ajudar produtores rurais na renegociação de dívidas com Banco

  • A Prefeitura Municipal de Ibirataia através da SEAMA – Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, Câmara de Vereadores e Banco do Nordeste convidam os pequenos e médios produtores rurais de Ibirataia para a renegociação das dívidas do Banco do Nordeste provenientes de empréstimos agrícolas.

    A reunião será na próxima quarta-feira (08), a partir das 9h na Câmara Municipal de Vereadores de Ibirataia. Os principais pontos a serem discutidos serão a respeito do desconto para agricultores que querem quitar ou renegociar suas dívidas.

    Essa é a chance que o produtor rural tem de liquidar sua dívida e resolver sua situação perante o banco. A Prefeitura pagará 1% da dívida e a renegociação terá desconto de até 95% dependendo do valor adquirido no empréstimo com o Banco do Nordeste.

    As vantagens para os produtores que optem pela repactuação de suas dívidas incluem um cronograma de amortização da primeira parcela em 2021 com processo simplificado de análise da dívida.


    Ferrari Modena

    Reunião nesta quarta-feira na Câmara Municipal irá discutir vantagens para os produtores.


    A Prefeitura Municipal de Ibirataia através da SEAMA – Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, Câmara de Vereadores e Banco do Nordeste convidam os pequenos e médios produtores rurais de Ibirataia para a renegociação das dívidas do Banco do Nordeste provenientes de empréstimos agrícolas.

    A reunião será na próxima quarta-feira (08), a partir das 9h na Câmara Municipal de Vereadores de Ibirataia. Os principais pontos a serem discutidos serão a respeito do desconto para agricultores que querem quitar ou renegociar suas dívidas.

    Essa é a chance que o produtor rural tem de liquidar sua dívida e resolver sua situação perante o banco. A Prefeitura pagará 1% da dívida e a renegociação terá desconto de até 95% dependendo do valor adquirido no empréstimo com o Banco do Nordeste.

    As vantagens para os produtores que optem pela repactuação de suas dívidas incluem um cronograma de amortização da primeira parcela em 2021 com processo simplificado de análise da dívida.

    sexta-feira, 22 de setembro de 2017

    WENCESLAU GUIMARÃES: Município está entre os 20 que mais geram renda a partir da fruticultura

  • Dados foram divulgados em Salvador nesta quinta-feira (21).

    Bahia superou Minas e se tornou segundo maior produtor de frutas (Foto: Reprodução/TV Bahia)


    O grande destaque da pesquisa é o baixo sul da Bahia. Na região, o município de Wenceslau Guimarães pela primeira vez apareceu no levantamento entre os 20 municípios do país que mais geram renda a partir da fruticultura.

    A cidade passou da 34ª para a 12ª posição no ranking nacional, que engloba mais de 5.563 municípios, graças à produção de frutas como a graviola e a banana. Somente em 2016, foram produzidas 115,9 mil toneladas de banana, que geraram mais de R$ 207,9 milhões.

    No quesito valor de produção agrícola, a Bahia se manteve na 7ª posição no ranking nacional. Frutas como mamão, abacaxi e graviola geraram, no ano passado, R$ 6,3 bilhões no estado, 8,5% a mais que em 2015.


    Os principais polos produtores continuam sendo o norte do estado. Juazeiro duplicou a produção de manga e subiu da 4ª para a 2ª posição no ranking nacional. Já Bom Jesus da Lapa manteve a liderança nacional na produção de banana.

    Bahia supera Minas Gerais e se torna 2º maior produtor de frutas do Brasil, aponta pesquisa do IBGE

    A produção de laranja também fez a diferença. Agricultores de Rio Real e Inhambupe, apesar da queda na safra no ano anterior, produziram 961,2 mil toneladas de laranja no ano passado.

    A pesquisa do IGBE também registrou uma queda na produção de frutas em São Desidério, no oeste da Bahia, da 1ª para a 11ª posição no ranking.


    Pesquisadores, representantes do setor e da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia e acompanharam a divulgação do resultado da pesquisa. "A Bahia hoje é o principal estado da região em termos de produção agropecuária, não só pela sua extensão como por sua diversidade de produção", destaca o coordenador de agropecuária do IGBE, Octávio Costa de Oliveira.


    "O governo também utiliza [os dados] para ver a concentração das áreas onde tem produção e onde não tem, até para polanejamento do desenvolvimento do setor", destaca a coordenadora nacional da pesquisa Larissa Souza.
    Fonte: G1-BA

    quinta-feira, 21 de setembro de 2017

    Bahia supera Minas Gerais e se torna 2º maior produtor de frutas do Brasil, aponta pesquisa do IBGE

  • Wenceslau Guimarães está entre os 20 municípios que mais geram renda a partir da fruticultura. Dados foram divulgados em Salvador nesta quinta-feira (21).


    Bahia é o segundo maior produtor de frutas do Brasil, segundo pesquisa do IBGE


    A Bahia superou Minas Gerais se tornou o segundo maior estado produtor de frutas do Brasil, segundo a Pesquisa Nacional Agrícola dos Municípios (PAM) de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE), divulgada nesta quinta-feira (21) em Salvador. São Paulo permanece na liderança com a maior produção.

    O grande destaque da pesquisa é o baixo sul da Bahia. Na região, o município de Wenceslau Guimarães pela primeira vez apareceu no levantamento entre os 20 municípios do país que mais geram renda a partir da fruticultura.

    A cidade passou da 34ª para a 12ª posição no ranking nacional, que engloba mais de 5.563 municípios, graças à produção de frutas como a graviola e a banana. Somente em 2016, foram produzidas 115,9 mil toneladas de banana, que geraram mais de R$ 207,9 milhões.

    No quesito valor de produção agrícola, a Bahia se manteve na 7ª posição no ranking nacional. Frutas como mamão, abacaxi e graviola geraram, no ano passado, R$ 6,3 bilhões no estado, 8,5% a mais que em 2015.

    Bahia superou Minas e se tornou segundo maior produtor de frutas (Foto: Reprodução/TV Bahia)


    Os principais polos produtores continuam sendo o norte do estado. Juazeiro duplicou a produção de manga e subiu da 4ª para a 2ª posição no ranking nacional. Já Bom Jesus da Lapa manteve a liderança nacional na produção de banana.

    A produção de laranja também fez a diferença. Agricultores de Rio Real e Inhambupe, apesar da queda na safra no ano anterior, produziram 961,2 mil toneladas de laranja no ano passado.

    A pesquisa do IGBE também registrou uma queda na produção de frutas em São Desidério, no oeste da Bahia, da 1ª para a 11ª posição no ranking.

    Pesquisadores, representantes do setor e da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia e acompanharam a divulgação do resultado da pesquisa. "A Bahia hoje é o principal estado da região em termos de produção agropecuária, não só pela sua extensão como por sua diversidade de produção", destaca o coordenador de agropecuária do IGBE, Octávio Costa de Oliveira.

    "O governo também utiliza [os dados] para ver a concentração das áreas onde tem produção e onde não tem, até para polanejamento do desenvolvimento do setor", destaca a coordenadora nacional da pesquisa Larissa Souza.
    Fonte: G1-BA

    Publicidades

    Principais

    Recent Post

    Galeria
    ×