Dez anos de idade. Época de brincadeiras, fortalecimento das amizades e convívio praticamente que diário com mudanças no corpo. Pode-se dizer que essas situações são unânimes para crianças, mas, para uma em especial, outra coisa é mais importante: disputar o Mundial de Esportes Aquáticos em Kazan, na Rússia. Sim, a competição contará com uma menina de dez anos.
Trata-se de Alzain Tareq. Nascida em 2005 no Bahrein, a menina alcançou os índices necessários para figurar entre os melhores nadadores do mundo e fará história como a participante mais jovem da história dos esportes aquáticos já nesta sexta-feira, quando disputará a primeira bateria eliminatória para os 50m borboleta - ela também competirá nos 50m livre, no sábado.
Diante de uma situação curiosa, ficam as perguntas: afinal, o que uma criança de dez anos está fazendo no Mundial de Kazan? Ela não seria muito jovem para aprender realmente neste nível? As respostas estão na própria família, que incentivou o início dela na natação com apenas quatro anos.
A tradição está no sangue. O pai foi campeão no Oriente Médio, enquanto tios e uma tia exercem a função de treinadores no país. Alzain Tareq trata a natação ainda sem o profissionalismo exigido por um campeonato Mundial, mas mostra uma atenção exemplar ao esporte para alguém com a idade que tem.
"Alzain é uma nadadora bem dedicada. Ela está lidando muito bem com isso [o fato de participar de um Mundial] e está bem na escola - ela diz que adoraria se tornar piloto de avião no futuro. Alzain também tem um diário em que ela escreve todos os dias o que ela aprendeu da competição", relatou o pai e grande incentivador da menina, Tareq Salem, em entrevista ao ESPN.com.br.
Segundo ele, a menina de apenas dez anos possui uma rotina na qual a natação ocupa parte importante. A atleta do Bahrein nada durante duas horas (entre 15h e 17h) diariamente, e alterna treinos pela manhã - duas a três vezes por semana entre 5h e 6h30.
A tradição familiar talvez surja como a maior pressão sobre a garota-prodígio. Tanto que a competitividade interna chega até a incomodar o ego da atleta mais jovem do Mundial de Kazan. "A irmã de Alzain tem sete anos e também é nadadora. Alguns treinadores acreditam que ela será melhor que Alzain; e ela não gosta de ouvir isso", brincou Salem.
A menina de apenas dez anos faz parte de um projeto ousado da natação do país localizado no Oriente Médio. A federação local de natação criou uma equipe de jovens há três anos com o objetivo de tornar o mais precoce possível o desenvolvimento da modalidade no país. Atualmente 16 meninas com até 12 anos fazem parte da equipe.
A Associação de Natação do Bahrein, inclusive, tem grandes esperanças que Alzain irá alcançar o alto nível em oito anos. Por enquanto, as metas são mais modestas: melhorar seus recordes pessoais 36s81 no 50m livre e 41s45 no 50m borboleta e superar adversárias adultas nas eliminatórias.
"Esperamos que ela consiga vencer três ou quatro meninas em suas provas, especialmente nos 50m livre. Também queremos dar a ela uma grande experiência de vida em participar de uma competição de alto nível com as melhores do mundo, além de prepará-la física e mentalmente para o futuro", afirmou Salem.
A participação da menina também tem um motivo especial. Além da estreia, da precocidade, Alzain nada na competição em homenagem ao seu antigo treinador, Khalifa Ali, que morreu há seis meses. "Neste período, ela treinou com o técnico principal da seleção masculina do Bahrein, Aliaksander Karpaliou. Alzain está dedicando sua participação no Mundial a Khalifa Ali", explicou o pai, que a acompanha na Rússia.
Dificilmente Alzain superará as eliminatórias. Entretanto, somente ao entrar na água, a garotinha deixará o seu nome no hall de ícones do Mundial de Esportes Aquáticos. No final das contas, não há pressão, não há cobrança. Ela só quer se divertir.
© ESPN
Trata-se de Alzain Tareq. Nascida em 2005 no Bahrein, a menina alcançou os índices necessários para figurar entre os melhores nadadores do mundo e fará história como a participante mais jovem da história dos esportes aquáticos já nesta sexta-feira, quando disputará a primeira bateria eliminatória para os 50m borboleta - ela também competirá nos 50m livre, no sábado.
Diante de uma situação curiosa, ficam as perguntas: afinal, o que uma criança de dez anos está fazendo no Mundial de Kazan? Ela não seria muito jovem para aprender realmente neste nível? As respostas estão na própria família, que incentivou o início dela na natação com apenas quatro anos.
A tradição está no sangue. O pai foi campeão no Oriente Médio, enquanto tios e uma tia exercem a função de treinadores no país. Alzain Tareq trata a natação ainda sem o profissionalismo exigido por um campeonato Mundial, mas mostra uma atenção exemplar ao esporte para alguém com a idade que tem.
"Alzain é uma nadadora bem dedicada. Ela está lidando muito bem com isso [o fato de participar de um Mundial] e está bem na escola - ela diz que adoraria se tornar piloto de avião no futuro. Alzain também tem um diário em que ela escreve todos os dias o que ela aprendeu da competição", relatou o pai e grande incentivador da menina, Tareq Salem, em entrevista ao ESPN.com.br.
Segundo ele, a menina de apenas dez anos possui uma rotina na qual a natação ocupa parte importante. A atleta do Bahrein nada durante duas horas (entre 15h e 17h) diariamente, e alterna treinos pela manhã - duas a três vezes por semana entre 5h e 6h30.
A tradição familiar talvez surja como a maior pressão sobre a garota-prodígio. Tanto que a competitividade interna chega até a incomodar o ego da atleta mais jovem do Mundial de Kazan. "A irmã de Alzain tem sete anos e também é nadadora. Alguns treinadores acreditam que ela será melhor que Alzain; e ela não gosta de ouvir isso", brincou Salem.
A menina de apenas dez anos faz parte de um projeto ousado da natação do país localizado no Oriente Médio. A federação local de natação criou uma equipe de jovens há três anos com o objetivo de tornar o mais precoce possível o desenvolvimento da modalidade no país. Atualmente 16 meninas com até 12 anos fazem parte da equipe.
A Associação de Natação do Bahrein, inclusive, tem grandes esperanças que Alzain irá alcançar o alto nível em oito anos. Por enquanto, as metas são mais modestas: melhorar seus recordes pessoais 36s81 no 50m livre e 41s45 no 50m borboleta e superar adversárias adultas nas eliminatórias.
"Esperamos que ela consiga vencer três ou quatro meninas em suas provas, especialmente nos 50m livre. Também queremos dar a ela uma grande experiência de vida em participar de uma competição de alto nível com as melhores do mundo, além de prepará-la física e mentalmente para o futuro", afirmou Salem.
A participação da menina também tem um motivo especial. Além da estreia, da precocidade, Alzain nada na competição em homenagem ao seu antigo treinador, Khalifa Ali, que morreu há seis meses. "Neste período, ela treinou com o técnico principal da seleção masculina do Bahrein, Aliaksander Karpaliou. Alzain está dedicando sua participação no Mundial a Khalifa Ali", explicou o pai, que a acompanha na Rússia.
Dificilmente Alzain superará as eliminatórias. Entretanto, somente ao entrar na água, a garotinha deixará o seu nome no hall de ícones do Mundial de Esportes Aquáticos. No final das contas, não há pressão, não há cobrança. Ela só quer se divertir.
Os Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos deram classificação a atletas em mais de 15 categorias desportivas para os Jogos do Rio. Depois dos primeiros dias de competição, o ministro dos Esportes brasileiro, George Hilton, admitiu estar “muito otimista” em relação às Olimpíadas, nas quais o país anfitrião se impôs a meta de estar entre 10 primeiros lugares no quadro de medalhas. “Temos um plano ambiciosos de treinamento”, afirmou o ministro; “estamos investindo muito […] Quanto maior investimento, melhores resultados desportivos”.
"Essa medalha foi conquistada com muito suor, sacrifício e lágrimas, e mostra que da cidade de Itaboraí (RJ), de onde eu vim, pode sair ainda muito mais talentos, mesmo sendo um lugar pequeno", disse Iris. "Marli, minha mãe, queria que eu trabalhasse em supermercado. Ela nunca me apoiou. Tenho certeza de que ela nem assistiu à luta. Mas agora vou lá na casa dela mostrar minha medalha."
Thiago Pereira chegou a 23 medalhas em Jogos Pan-Americanos e se tornou o recordista em número de pódios na história do evento. Mas o nadador participa de uma modalidade na qual um atleta pode ganhar inúmeras medalhas em uma só edição, inclusive sem participar de finais.Claudio Biekarck tem a oportunidade de ganhar apenas uma medalha a cada Pan e, de grão em grão, vai aumentando sua já enorme coleção. Neste domingo, em Toronto, ganhou sua nona medalha, de bronze, na classe Lightning da vela, em trio formado por Maria Hackerott e Gunnar Ficker.
Em um sábado bem quente em Toronto, a dupla brasileira Vitor Araujo e Álvaro Magliano bateu os uruguaios nas quartas de final dos Jogos Pan-Americanos de Toronto e garantiu vaga na semifinal do vôlei de praia masculino.
Um dia depois de deixar escapar a medalha no individual geral, Angélica Kvieczynski conquistou seu primeiro pódio nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015. Neste domingo, ela ficou com o bronze na prova do arco da ginástica rítmica desportiva, ao anotar 15.358 pontos na final.
As brasileiras fizeram duas grandes apresentações e conquistaram 15.000 pontos, que as colocaram bem longe das concorrentes. Com a prata, ficaram as americanas, com 13.283. As canadenses, com o bronze, somaram 12.817 pontos.
A prata ficou com a norte-americana Olivia Smoliga, enquanto Clara Smiddy, também dos EUA, levou o bronze.